Com tantas novidades de jogos on-line, sem falar na grande variedade de videogames, parece que a tradicional sala de jogos, espaço para partidas de sinuca, jogos de pôquer ou caxeta, e disputas de pebolim, ficou relegada a um segundo plano. Não é verdade. Segundo o designer Daniel Casagrande, da Maganhoto e Casagrande Arquitetura, 95% dos projetos que seu escritório recebe demandam um espaço para sala de jogos: “neste ambiente, o mais comum são as mesas de bilhar, seguido pelas de pebolim e de carteado. Mas, já tivemos pedidos de ambientes integrando a gourmeteria e o salão de jogos – e até mesmo espaço para DJ”, ressalta.

Compra em família

Os jogos de salão estimulam a interação em família desde o momento da compra, quando pai, mãe e filhos chegam juntos à loja para escolher uma mesa de bilhar, por exemplo. “Quem responde pela compra é o homem, mas em geral, a família vem junto para comprar e cada membro acaba exercendo um papel diferente no momento da compra”, destaca Carlos Rodrigues, proprietário da loja Bilhares América, de Curitiba (PR). “A mulher se preocupa se a cor da lâmina vai combinar com os móveis da casa, o homem com a qualidade do móvel e dos equipamentos. Já o filho quer saber da pronta entrega para brincar logo amanhã”, comenta.

Rodrigues comenta ainda que as crianças chegam à loja bastante entusiasmadas para escolher a nova mesa de sinuca, porque já viram uma parecida no clube ou no colégio, e os pais participam dessa alegria, independente da idade. “Inclusive encomendam tacos menores para jogar com os filhos pequenos”, acrescenta.

Top Four

Segundo o proprietário da Bilhares América, o jogo mais procurado é a sinuca. Com mesas que podem variar de R$ 999,00 a R$ 9.000,00, o jogo atende aos mais diversos gostos, dos que gostam de jogar informalmente aos que demandam medidas profissionais, como exige o snooker.

Em segundo lugar de vendas está o pebolim, ou totó, seguido pelo tênis de mesa, ou ping pong, que é uma opção mais econômica, com mesas a partir de R$ 329,00. Por fim, as mesas de carteado também são bastante requisitadas.

Esporte sempre presente

Além de ótimas atividades para socializar e passar um tempo com a família e amigos, os jogos também fazem bem à saúde. Tanto é que a sinuca e o pebolim são considerados esportes. E numa suposta competição com os jogos eletrônicos, Carlos Rodrigues aponta alguns diferenciais dos jogos de salão: “o filho pode até querer o videogame, mas, eventualmente, o jogo vai parar na gaveta. Se a criança não jogar bilhar na infância, vai jogar quando adulto. Naturalmente fará parte da sua vida, seja na sua casa ou em algum ambiente social. O bilhar nunca morre”.

Fonte: Bradesco Seguros